Hospital de Retaguarda completa dois anos de funcionamento em Rondônia

Hospital de Campanha, agora unidade de retaguarda do JPII e HBAP completou dois anos de funcionamento em Rondônia

Porto Velho, RONa última sexta-feira (24), o Hospital de Campanha, que agora é a unidade hospitalar de retaguarda do Pronto-Socorro João Paulo II e Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro – HBAP, em Porto Velho, completou dois anos de funcionamento. A equipe de profissionais de saúde do hospital foi responsável por salvar muitas vidas de Rondônia e até mesmo de outros Estados do País, que vieram a tratamento no período mais crítico da pandemia do coronavírus.

Em menos de três meses, do início das medidas de proteção contra a pandemia, em março de 2020, o Estado inaugurou o Hospital de Campanha, destinado ao atendimento especializado às pessoas infectadas com o vírus da covid-19, atingindo muitos portadores de comorbidades, idosos e gestantes.

De junho a dezembro de 2020, 508 pacientes venceram a covid-19 na unidade

“As perdas não afetaram apenas as famílias, o sentimento era único, tanto nas lágrimas, quanto nos momentos de celebração pelas vidas salvas”, comenta o técnico em segurança do trabalho, Ueliton Quintão.

O Hospital de Campanha trouxe esperança, no temeroso período que, silenciou, distanciou milhares de famílias que perderam seus entes. Entre 2020 e 2021, a unidade registrou 2.361 altas médicas e transferências, e 543 óbitos. Momento em que as palavras internação, intubação e extubação foram comumente utilizadas.

Mais de 70 leitos clínicos e 30 na Unidade de Terapia Intensiva – UTIs adulta foram disponibilizados simultaneamente no período de um ano e quatro meses.

O paciente, Ueliton Farias que ficou internado 20 dias na UTI, sendo cinco deles de intubação, lutando pela vida relata: “eu sou muito grato a Deus pela vida desses profissionais de saúde que se doaram para me salvar. Eu me emociono, pois lembro que quem cuidou de mim na UTI foram eles. E se estou vivo hoje, devo isso a Deus e a eles”, fala emocionado.

A dona de casa, Miriam Colares, de 34 anos, conta que em abril de 2021, período de grande pico da pandemia, passou por uma internação no hospital. “Desde a internação à alta hospitalar, apenas gratidão pela equipe e pelo atendimento”.

Unidade contou com 530 profissionais de saúde atuando no enfrentamento à pandemia

Desde outubro de 2021, com a baixa procura de leitos para pacientes com complicações do coronavírus, a unidade deixou de atender os casos da pandemia e tornou-se retaguarda do Hospital e Pronto Socorro João Paulo II e Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, para internações e cirurgias eletivas de baixa e média complexidades.

A diretora-geral do Hospital de Retaguarda, Áurea Scarponi, conta que no período mais crítico da pandemia, tão importante como as medidas de segurança, foram as ofertas de leitos. “Tantas pessoas não tiveram a oportunidade de se despedirem, deixando um vazio, mas graças ao atendimento da equipe de saúde, muitas tiveram uma segunda chance, uma nova oportunidade de viver”.

PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Muitos profissionais de saúde que atuaram na unidade foram contratados, por meio emergencial; mais de 500, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, técnicos, administrativos e de serviços gerais transformaram o medo em força e coragem para enfrentar plantões exaustivos.

“Em um mesmo local, estiveram presentes, abraços a distância, lágrimas de comemorações, orações, preces pela cura dos enfermos e tristes despedidas”, conta o técnico Ueliton Quintão.
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