“Café no Museu” debate patrimônio histórico e cultural na sexta-feira, 27; Governo convida novas gerações a conhecerem Rondônia



Live servirá para despertar novas gerações a consultar peças e documentos no Museu da Memória

O Patrimônio Histórico de Rondônia será o tema da sétima edição do “Café no Museu”, live promovida na próxima sexta-feira (27), pelo Governo do Estado, com transmissão pela página da Fundação Cultural do Estado de Rondônia (Funcer) no Facebook, a partir das 17h com uma inovação, a transmissão será feita da rua, ao lado do Museu da Memória (Mero).

Com esses encontros culturais, o Governo de Rondônia espera, não apenas resgatar fatos históricos, mas recuperar o largo espaço de tempo em que, desde o início da pandemia da covid-19, o Mero os promovia. O Museu está instalado no antigo Palácio Presidente Vargas, em Porto Velho e projetava diversas atividades nas artes plásticas, música, digitalização de documentos e jornais e identificação de peças arqueológicas.

Ampliar o entendimento sobre o conceito de patrimônio histórico será um dos temas abordados por uma das mediadoras da live, “O conceito de patrimônio não se limita tão somente a extinta Estrada de Ferro Madeira-Mamoré ou aos prédios antigos, mas a um conjunto documental muito forte e vivo, que pode ser acessado por todos”, lembrou a historiadora Liliane Sayonara de Melo Lima, nesta quarta-feira (24).

O museu atual é a continuidade daquele instalado em 1964, cuja parte do acervo resiste, e segue à disposição do público. Segundo explicou Liliane, o calendário anual prevê debates na última sexta-feira de cada mês.
 


Urnas indígenas fazem parte do vasto acervo do Mero

Desta vez, o “Café no Museu” abordará o tema “Patrimônio Histórico de Rondônia”, recebendo como convidados: o professor doutor Alécio Valois, técnico responsável pelos assuntos referentes ao Patrimônio Histórico Cultural da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel). Ele é também coordenador do Sistema Estadual de Cultura e membro do Conselho de Cultura do Estado de Rondônia. Outra palestrante é a professora doutora Sônia Ribeiro de Souza, do Departamento de História da Universidade Federal de Rondônia (Unir).

O programa Café no Museu começou em meio a pandemia da covid-19 com a estratégia de aproximação entre o Mero e a população, no sentido de ampliar o conhecimento a respeito do estado. “Quais são os patrimônios rondonienses e quais os seus significados?”, sugere como indagações a professora Sônia.

O Dia Nacional do Patrimônio Histórico foi 17 de agosto e, por essa razão, a Funcer e o Mero o incluíram entre as referenciais e lançaram o podcast diário, com linguagem popular, para tratar exclusivamente do tema no estado.

“Rondônia é um estado novo, e para cá migraram famílias inteiras de diferentes regiões do país; e já temos novas gerações que começam a despertar para história, alguns consultando jornais antigos (digitalizados no acervo), o que valoriza sobremaneira o impresso”, diz dra. Sônia.

Sobre a importancia das pesquisas e as fontes históricas disponíveis no museu, professoara endossa, “O valor do documento é muito grande, por isso os jornais de diversas épocas, desde o Estado de Matto Grosso (grafia antiga) aos territórios do Guaporé e Rondônia, até o estado; foram guardados para continuarem sendo vistos”, acrescentou.

Segundo Liliane, atualmente o campo de pesquisa no Mero é vastíssimo, considerando-se o volume de cartas, jornais, livros, revistas, mapas e outros documentos. São fotos com nomes de pessoas, vida nas cidades e acontecimentos diversos da Rondônia de ontem.

Acervo possui mais de cinco mil itens e obras raras; grande parte foi digitalizada

O desafio para a Funcer, encarado com naturalidade em plena Era Digital, será popularizar e ativar essa memória já existente. O Museu da Memória fica na Rua Dom Pedro II, 608, antigo Palácio Getúlio Vargas.

Fonte: Secom

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