Servidores do DER mantêm rotina para garantir a trafegabilidade das estradas

Servidores do DER se dedicam para manter as rodovias do Estado trafegáveis, contribuindo com o desenvolvimento

Porto Velho, RO - Celebrado anualmente em 1º de maio, o Dia do Trabalho é dedicado a homenagear os trabalhadores de todos os setores da sociedade. Em Rondônia, dentro da Administração Pública Estadual, os servidores do Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes – DER, são aqueles que, literalmente executam o seu trabalho, com chuva ou sol, que para muitos parece brilhar ainda mais forte nas terras desbravadas por Rondon.

O diretor-geral do DER, Eder André Fernandes ressaltou a importância do trabalho realizado pelos servidores, “o departamento tem mais de 1.500 servidores que trabalham com dedicação e empenho, contribuindo assim, para a trafegabilidade nas estradas e rodovias de Rondônia.”

Elias e Zé Antônio compõem equipe que trabalha na manutenção da Estrada do Pacarana, trecho da RO-387, próximo a Espigão

Na região de Cacoal, os trabalhadores da 4ª Residência Regional do DER têm a missão de manter trafegáveis mais de 440 quilômetros de estradas, sendo a maior parte delas não pavimentada. Para eles é um trabalho árduo e diário, mas ao mesmo tempo, para esses servidores do Governo de Rondônia, prazeroso e recompensador.

Florisvaldo e Carlito exaltam a parceria entre os colegas de trabalho do DER

Florisvaldo de Oliveira dos Santos tem 65 anos, começou a trabalhar cedo, como muitos brasileiros. Aos oito anos já ajudava os pais na roça, contribuindo com a família. Baiano, chegou a Rondônia em 1978 e depois de sete anos ingressou no DER, onde permanece até hoje, no comando de uma retroescavadeira.

“Era isso mesmo que eu queria para a minha vida e o que a gente tem hoje, consegui trabalhando no DER. Aqui a gente vive muito bem, igual uma família. Um ajuda ao outro, existe cumplicidade. Para mim, toda vida, foi um lugar muito bom, tranquilo e de amizades”, conta Florisvaldo de Oliveira.

Já o paraibano Carlos José Aguiar, o “Carlito”, tem 63 anos e veio para Rondônia no início de 1980 para trabalhar nas obras de pavimentação da BR-364. Concluídos os serviços na principal rodovia federal dentro do Estado, Carlito foi convidado a trabalhar no DER, onde permanece desde 1984. Assim como Florisvaldo, ele também já cumpriu o prazo para se aposentar, mas algo o prende ao Departamento de Estradas de Rodagem. “Eu não quero parar de trabalhar! Eu sou um cara que gosto muito de comer e a comida do DER é muito boa”, brinca.

Brincadeiras à parte, o operador de pá carregadeira diz ser imensamente grato por sua trajetória no Departamento, em especial na 4ª Residência. “Com o trabalho no DER consegui estruturar minha família e formar dois filhos. Minha menina é formada em Pedagogia e o rapaz formado em Direito. Só tenho que agradecer a Deus por isso e continuo trabalhando até hoje porque gosto”, concluiu.

Na retroescavadeira, a missão de Florisvaldo Oliveira é no desvio do “Rio Córgão”

Nesta semana, Florisvaldo e Carlito compõem a mesma equipe que está em uma frente de serviço do DER, em um trecho da RO-133, popularmente conhecido como Linha da Figueira. Lá, trabalham no desvio do “Rio Córgão”, para a construção de uma galeria. O serviço envolve a construção de um canal e todo o aterro.

Mais adiante na RO-387, no trecho conhecido como “Estrada do Pacarana”, outra equipe do DER trabalha no patrolamento e na regularização da via. Em breve, os 86 quilômetros desta estrada estarão recuperados; 71 quilômetros já foram concluídos. Trabalhando neste trecho está a equipe do Elias Batista e do José Antônio da Silva.

Chefe de campo, Elias entrou no DER em 2013, aprovado pelo concurso realizado em 2010. Em Rondônia desde 1976, o paranaense de Almirante do Piquiri se diz realizado profissionalmente. “Para mim o DER representa muita coisa. Aqui eu trabalho com prazer. Sou grato a Deus pelo meu trabalho e pela equipe. Estamos juntos somando, porque é daqui que a gente tira o nosso pão”, reforça.

Operador de máquinas pesadas, Carlito diz que não quer parar de trabalhar

Já Zé Antônio é um dos servidores mais antigos da 4ª Residência do DER, em Cacoal. Aos 67 anos, o operador de patrol também deixou seu Estado para vir trabalhar na construção da BR-364 em Rondônia.

“Como eu já tinha experiência naquela época com máquinas pesadas, o DER me convidou e aqui estou desde 1986. Minha vida foi isso, e aqui dentro eu me sinto realizado”, emociona-se.

Para ele, que também já cumpriu o tempo de serviço e está pronto para se aposentar, o DER vai deixar saudades. “Aqui é um ótimo lugar de trabalho, todo mundo é parceiro, amigo mesmo. Em breve eu vou me aposentar, mas já tenho certeza de que vou sentir muita falta disso tudo”, garante o “patroleiro”.

Concluídos os trabalhos na Estrada do Pacarana, Elias, Zé Antônio e toda a equipe partem para executar os mesmos serviços de manutenção na RO-488 (Linha Mato Grosso), na RO-133 (Travessão C), no distrito de Riachuello, e também na RO-471, entre Ministro Andreazza e a divisa com o estado do Mato Grosso.

Antes disso, a tropa já havia passado pela RO-383, na Linha E, pela RO-133, na Linha da Figueira e pela RO-133, na Linha 14. “O trabalho não para e estamos sempre prontos, faça chuva ou faça sol”, reforça o chefe de campo, Elias Batista da Silva.

NOVAS OPORTUNIDADES

Sonho realizado para o servidor celetista, Miguel Fernandes Sobrinho, que se aposentou do concurso da prefeitura no município de Espigão do Oeste, estudou, dedicou-se e hoje trabalha no DER.

Miguel Fernandes realizou o sonho de trabalhar no DER

“Eu estava próximo de aposentar e descobri que o DER contratava pessoas aposentadas, procurei informações e o responsável pelo Departamento me informou que para ser contratado tinha que fazer o processo seletivo, porém, tinha que ter o Ensino Fundamental completo e eu só tinha a segunda série primária. Fiz o supletivo, estudei e concluí o Fundamental. Logo em seguida fiz o Processo Seletivo do DER, passei e hoje estou trabalhando no DER, muito satisfeito. Agradeço primeiramente a Deus e ao DER que me deixou trabalhar mesmo estando aposentado, ou seja, não me excluiu por conta da idade e me deu a oportunidade para trabalhar. O DER é minha casa, minha família e minha vida, sempre trabalhei com muito amor e carinho”, frisou.

Servidor há 39 anos, Ernandes Alves da Silva, chefe de campo da 11ª Residência, lembra que começou a trabalhar no DER, quando o departamento foi instalado no município. “Para nós é uma grande honra trabalhar no DER. A gente trabalha em prol do bem-estar da população, sempre procurando melhorar as estradas, dando condições de qualidade na trafegabilidade, para que as famílias possam se locomover com mais conforto”, enfatizou.
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