Cumplicidade entre cafeicultores e a busca por conhecimento marcaram o Dia de Campo da Cafeicultura em Cacoal

Técnicas adequadas para garantir a adubação ideal, a qualidade dos grãos, a poda e a sustentabilidade das lavouras foram o foco do encontro

Porto Velho, RO - João Alves da Luz e a esposa Nilcinéia têm uma propriedade de 52 hectares na Linha 12, na área rural de Cacoal, onde plantam café, criam peixe, produzem leite e ainda desenvolvem a apicultura. Nesta semana o sítio do casal serviu como um bom exemplo para a agricultura familiar, durante o Dia de Campo da Cafeicultura, promovido pelo Governo de Rondônia, por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural – Emater e da Secretaria de Agricultura – Seagri, com o apoio de vários parceiros.

Durante toda a manhã, produtores realizaram um tour pela propriedade, conhecendo in loco as técnicas utilizadas por João e Nilcinéia e que fizeram do café cultivado pela família um dos primeiros colocados Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café, o Concafé 2022.

Em vários pontos da propriedade e em meio à lavoura de café foram montadas as estações do conhecimento. Em grupos, os produtores rurais puderam percorrer os pontos e adquirir informações completas sobre a produção de café, desde as mudas clonais, a qualidade dos grãos, a adubação do solo, a colheita, a poda, a sustentabilidade da propriedade, o custo e até os lucros da produção.

O Dia de Campo ocorreu na propriedade dos produtores rurais Nilcineia e João Alves na linha 12

“Estes eventos, como o Dia de Campo, são realizados pelo Governo de Rondônia com o intuito de fortalecer os nossos produtores da agricultura familiar, levando conhecimento. Hoje, em especial, visando o fortalecimento da nossa cafeicultura. De uma forma geral, estamos incentivando também os nossos produtores para que busquem a diversificação das propriedades, assim como feu o Seu João. A idéia é não ficar na monocultura, garantindo a sustentabilidade da propriedade”, destacou o vice-governador José Jodan, que acompanhou toda a programação em Cacoal.

Entre os participantes do Dia de Campo estava Daniel Surui que trouxe parte da família para conhecer a propriedade modelo. Todos quiseram aproveitar a oportunidade para buscar mais conhecimento. “O interesse foi ver a qualidade que o produtor conseguiu alcançar na propriedade dele, porque a gente quer seguir o mesmo exemplo na Terra Indigena 7 de setembro, onde a gente já planta o café robusta. Queremos conhecer as técnicas e melhorar a nossa própria produção”, contou.

Daniel e sua família vivem na aldeia Kabaney, na Linha 15A. Lá são cultivados aproximadamente 15 mil pés de café desde 2021. “Nós fomos a primeira aldeia do Povo Paiter Surui, a cultivar café. Mas estamos sempre em busca de conhecimento para melhorar a nossa produção”, enfatizou. Segundo o produtor Daniel Surui, hoje toda a produção da aldeia Kabaney é vendida para uma empresa de renome nacional, que comercializa um lote especial de café robusta, produzido em terra indígena.

Produtores indígenas também participaram do Dia de Campo da Cafeicultura em Cacoal

Quem também não quis perder a chance de conhecer mais sobre a cafeicultura foi o autônomo Isac Justo Behenck, de Pimenta Bueno. Acompanhado do genro Fábio Alves da Silva, Isac veio a Cacoal na expectativa de tornar a cafeicultura uma atividade lucrativa na propriedade da família. “A gente tem um sítio de 42 alqueires que estava desativado e viemos em busca de conhecimento, queremos participar de todos os eventos, porque planejamos iniciar uma lavoura de café”, contou.

De acordo com Isac, esse tipo de evento organizado pelo Governo de Rondônia “é muito bom não apenas para quem já está em atividade, mas também para aqueles que querem iniciar. Ações como esta são totalmente necessárias. Os produtores precisam de conhecimento para trazer qualidade e rentabilidade para a sua produção”.

Para o genro de Isac é exatamente o conhecimento que tem fortalecido a agricultura rondoniense. “Sem o acesso às melhores práticas, às informações corretas, os produtores estão fadados ao fracasso. Ações, como este evento de hoje, apenas fortalecem a produção rural, inclusive mostrando as potencialidades do Agro para as futuras gerações”, completou Fábio Alves.

Já para os anfitriões foi uma honra poder ter a sua propriedade como um exemplo para a cafeicultura rondoniense. “Nós estamos muito felizes por ter recebido este evento em nossa propriedade. É uma honra ter a nossa produção reconhecida como um modelo para outros produtores. Estamos emocionados”, disse o cafeicultor João Alves da Luz, ao lado da esposa Nilcinéia.


Isac e o genro Fábio querem iniciar uma atividade na propriedade da família e estão em busca de conhecimento para tomar a melhor decisão
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