Projeto “Vínculos” desenvolvido na maternidade do Hospital de Base auxilia mães a terem acesso a benefícios sociais e direitos



Por meio do projeto “Vínculos”, assistentes sociais ajudam mães a terem acesso a benefícios e direitos

Para auxiliar as mulheres em um dos momentos mais especiais e de necessidade de amparo, o Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) executa o Projeto “Vínculos” com a missão de dar assistência quanto ao acesso a benefícios e garantia de direitos as mamães atendidas na maternidade do Hospital de Base Doutor Ary Pinheiro.

Em uma salas na ala de puérperas, onde ficam as mulheres no pós-parto com seus bebês, uma adolescência relatou a importância de receber orientações e assistência em um período tão delicado. Mãe pela primeira vez, ela revelou que toda a ansiedade por esse momento transformou-se em alegria ao segurar a filha Eloá Lorena nos braços. ‘‘Com a assistência que recebi fiquei mais calma para o parto’’, destacou a adolescente.

O pai da criança, Wanderlan Gomes, agradeceu pelo bom atendimento.

As mamães adolescentes compõe o público-alvo do projeto, juntamente com as mulheres em situação de rua, as que fazem uso de substâncias psicoativas, migrantes, indígenas e em vulnerabilidade. Um dos serviços conquistado pelo projeto para elas, é o cartório na maternidade.



Cartório para registro de nascimento dentro da maternidade é um conquista do projeto

A iniciativa foi aprovada pelas mamães. ‘‘É mais facilidade para gente, não precisamos ficar nos deslocando com o bebê para outro lugar para conseguir o documento’’, conta a estudante Natacha de Lima que registrava ao lado do marido o nascimento da segunda filha do casal, a Bárbara, que nasceu no começo do mês, dia 9.

De acordo com a coordenadora do setor de Assistência Social do HBAP, Regina Andrade Pereira, a conquista da presença do cartório no hospital ocorreu há cerca de três anos e marca a origem do projeto. De lá para cá, muitos outros serviços e estratégias foram agregados. A assistente social clínica, Mônica Maria Chaves Amorim, conta que a primeira etapa da atuação das assistentes sociais é detectar riscos sociais das puérperas para assegurar direitos e apresentar a rede de serviços para obter benefícios.

ASSISTÊNCIA

O laço é o símbolo do projeto, pois a essência da missão é criar elos entre equipe multidisciplinar, e desta com as gestantes e puérperas. ‘‘Fazemos o acolhimento, identificamos as vulnerabilidades, e assim passamos a fazer repasse de informações, inclusão em rede socioassistencial e concessão de benefícios, e com a equipe profissional alinhamos as ações em relação a casos que demandam a atuação da equipe por completo, resultando em algumas situações no adiamento da alta social até que as questões sejam resolvidas’’, explica Mônica.

A esteticista Josenira Santos da Silva, parabenizou a assistência social do hospital, por meio das profissionais ela que deu à luz a terceira filha, a Pietra; pode aprender mais sobre a forma correta de amamentar a criança.



Pais também são envolvidos nos serviços de atendimento do projeto e recebem orientações

A assistente social fala da satisfação em ajudar a solucionar as necessidades das mulheres. ‘‘São mulheres que chegam trazendo suas demandas de dores, indisponibilidade de conhecimento dos seus direitos, e quando se apropriam deste conhecimento conseguem seguir um novo caminho’’.

Um desses direitos, é a licença maternidade e paternidade para que o companheiro posso cuidar da esposa e do bebê.

Outra demanda é quanto o processo de reconhecimento da paternidade. ‘‘O primeiro passo é o diálogo com os pais dos bebês, fazermos uma abordagem humanizada até que o paizinho se envolve neste momento mágico que é o nascimento, e também compreende essa momento antagônico para a mulher, de dor e amor. E as mamãe recebem instrução de como é o processo de reconhecimento da paternidade e solicitação a pensão. Os pais são instruídos quanto à guarda da criança’’.

Inclusive, o projeto instruiu os casos em que os pais dos bebês estão privados da liberdade. No qual pode haver a retificação gratuita da certidão de nascimento quando eles deixam o presídio.

O projeto também atua no auxílio de casos onde as mamães desejam entregar os filhos para adoção. ‘‘Elas expõe os motivos, fazemos a escuta especializada, e todo o fluxo com o sistema de garantia de direito para ser feito dentro das circunstâncias legais, e junto com esse processo da entrega, a gente também criou a cartilha ‘‘Laços’’, onde contamos a história do bebê, tendo a foto dele no berçário, com a equipe, com familiares para que posteriormente a criança for para acolhimento institucional possa fazer a busca ativa da história do nascimento’’.

APOIO DA SOCIEDADE CIVIL

São inúmeras frentes de atuação do projeto. As mulheres com necessidade de ficar em Casas de Apoio devido os bebês permanecerem em UTI contam com ajuda para ficarem amparadas. E as mamães adolescentes com desistência escolar são incentivadas a retomar os estudos. Para aquelas que chegam à maternidade sem documentos, especialmente as que vivem nas ruas, é feita a busca ativa documental.

Já o atendimento às indígenas, é feito em parceria com a Casa de Saúde Indígena (Casai). Outra dificuldade superada com assistência social, é a busca por acompanhantes, principalmente para as adolescentes.

O projeto ainda realiza rodas de conversas em relação a assuntos que, conforme levantamento das necessidades das mamães, se faz necessário prestar mais esclarecimentos. O trabalho conta ainda com acadêmicos que desenvolvem trabalhos educativos e de pesquisa com temas diversas, como o levantamento de quantas adolescentes interromperam os estudos, e a conscientização de métodos contraceptivos: O ‘‘De Novo Não!’’.

A assistente social, Mônica, comenta que a trajetória de três anos do projeto “Vínculos” é positiva e reconhecida pelos órgãos que compõe a rede de socioassistencial. Ela revela ainda que a missão do projeto sensibilizou a sociedade civil que contribui com enxovais e medicamentos para doar para as mulheres mais vulneráveis.

Fonte: Secom

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