Escola Municipal Antônio Ferreira da Silva é referência no acolhimento de estudantes autistas



O retorno presencial das aulas é um evento aguardado há mais de um ano por pais, professores e estudantes. Interrompidas pela pandemia da Covid-19, as atividades estão sendo retomadas de forma escalonada pela Prefeitura de Porto Velho. Neste processo, a Escola Municipal Antônio Ferreira da Silva, localizada no bairro São Cristóvão, é referência no atendimento a crianças com limitações físicas e cognitivas.



No começo desta semana, um aluno com autismo não pode ser recebido em sala de aula em uma escola que não faz parte da rede municipal. Por conta disso, o Prefeito Hildon Chaves convidou a mãe do menino para fazer a matrícula do aluno na Escola Municipal Antônio Ferreira da Silva, modelo na acolhida a alunos portadores de autismo ou outras condições diferenciadoras.

É nesta unidade que a diretora Andreia Valéria costuma receber os estudantes no portão de entrada, sempre com muito carinho.

AUTISMO
“Nossa escola tem 540 alunos matriculados e mais de 70 são portadores de alguma condição, como Síndrome de Down, cadeirantes, deficientes visuais e, principalmente, crianças com espectro autista”, explica a diretora.



A unidade transformou a exclusão social em acolhimento. Hoje, a escola é reconhecida por possuir uma estrutura física e pedagógica que proporciona todas as condições de aprendizagem a esses estudantes.

“A rede municipal, como um todo, oferece o diferencial de ter um professor acompanhante, cuidadores que atuam prestando apoio aos professores e atendendo exclusivamente crianças autistas e demais estudantes com alguma limitação”, explica a gestora.

Maria Socorro Oliveira é uma dessas profissionais. A professora desenvolve atividades com alunos autistas há três anos e descreve a experiência como única: “Com eles, nenhum dia é igual ao outro. São crianças com muitas habilidades, mas também com restrições. Entendemos que cada uma possui um limite e uma forma específica de processar o ensino e realizar as atividades”, explica.



Outro diferencial da escola é uma sala de recursos que permite um acompanhamento individualizado de apoio pedagógico aos estudantes com alguma condição específica. No espaço, os alunos têm a chance de revisar disciplinas em que têm baixo aproveitamento e desenvolver aptidões artísticas e intelectuais.

Dina Farias tem uma filha de nove anos matriculada no 3º ano do Ensino Fundamental. A servidora pública conhece bem a realidade dos pais de crianças autistas e destaca que a dedicação dos educadores faz a diferença na vida da estudante.

“A maior parte das escolas não possui uma estrutura e corpo docente para receber crianças autistas. Aqui, minha filha conta com profissionais capacitados e com dedicação exclusiva. Ela está se desenvolvendo e acredito que as perspectivas para ela no futuro são as melhores”, afirma.

Texto: Pedro Bentes
Fotos: Wesley Pontes e Leandro Morais

Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)

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